A importância do salário

A palavra salário deriva do latim "salarium", que significa ´do sal´. Isso se deve ao fato de que os soldados do Império Romano recebiam uma quantia periódica para compra de sal, uma mercadoria de grande importância e alto valor na época...

A palavra salário deriva do latim “salarium”, que significa ´do sal´. Isso se deve ao fato de que os soldados do Império Romano recebiam uma quantia periódica para compra de sal, uma mercadoria de grande importância e alto valor na época, pois além de servir para melhorar o sabor dos alimentos, servia para melhor conservá-los, numa época em que não havia refrigeração.

O tema salário corre em paralelo com a história do trabalho, pois é o elemento fundamental da relação entre empresas e empregados. Dessa forma podemos dizer que o salário é o elo de ligação entre capital e trabalho.
A importância do salário pode ser analisada sob dois pontos distintos: a importância para o empregado e para a empresa. Para o empregado o salário significa sustento, padrão de vida e reconhecimento. Para a empresa representa custo e fator influenciador do clima organizacional e da produtividade.

Para o funcionário o salário significa basicamente a subsistência, ou seja, ele necessita deste para prover suas necessidades básicas como alimentação, vestuário, moradia e saúde. Para as empresas a folha de pagamento representa um dos itens mais importantes por se tratar de um custo fixo pesado, ainda mais no Brasil onde os encargos trabalhistas são muito altos, o que faz com que os empresários pensem duas vezes antes de investir na contratação de pessoal.

O salário também tem uma importância psicológica que não devemos ignorar, dessa forma para que possamos administra-lo e tomar decisões adequadas, precisamos conhecer alguns aspectos do comportamento humano no trabalho.
Os cientistas Herzberg e Maslow, realizaram os estudos mais conhecidos sobre os fatores condicionantes do comportamento humano no trabalho.
Herzberg desenvolveu estudo onde os fatores condicionantes no trabalho podem ser divididos em dois fatores:

- FATORORES HIGIÊNICOS- são os aspectos relacionados com as obrigações da empresa, e o fato de serem atendidos, são encarados com naturalidade, por exemplo: boas condições de trabalho, pagamento de salário justo e em dia, boa comunicação, etc., mas quando estes não são atendidos, ou seja, o básico, são causadores de desmotivação.

- FATORES MOTIVACIONAIS – são aspectos relacionados ao algo a mais “plus”, aquilo que a empresa faz, mas não é considerado obrigação, se não forem oferecidos passam desapercebidos, mas se ocorrem causam motivação, exemplo: realização profissional, reconhecimento das realizações, trabalhos desafiantes, etc.

O salário é considerado por Herzberg como fator higiênico, ou seja, quando dado corretamente não motiva, mas se ocorrer qualquer problema causa forte desmotivação, como exemplo podemos considerar quando a empresa não paga na data correta os funcionários, quando não existe transparência e clareza na administração salarial, quando não existe critérios justos para promoções e aumentos salariais,  etc.

Diante disso as empresas devem se preocupar com os fatores que podem causar desmotivação e os que causam motivação, pois estes de alguma foram irão incidir negativamente ou positivamente nos resultados das organizações.
Outro estudioso, Maslow, desenvolveu a teoria da Hierarquia das Necessidades, onde ele descreve que as necessidades humanas, aparecem numa certa ordem de prioridade: subsistência, relacionamento social, reconhecimento e realização.

Pela teoria de Maslow, o salário está diretamente ligado às necessidades básicas, embora os salários mais altos satisfaçam as necessidades de segurança e relacionamento social. 

Essa teoria mostra aos dirigentes de empresas que não adianta tentar satisfazer necessidades superiores, se as básicas não estiverem resolvidas, como por exemplo, a empresa oferece um excelente ambiente de trabalho, pacote de benefícios atrativo, mas não paga salários em dia, não tem critérios justos para promoções e/ou aumentos salariais, ou seja, não cumpre com o básico.
Dessa forma podemos entender que estes aspectos ligados a administração salarial, são grandes fatores geradores de desmotivação. Aqui vale mencionar que devemos distinguir o salário propriamente e o aumento salarial, onde este último por significar perspectiva de realizar desejos e por trazer implícito o reconhecimento em função da entrega de resultados e desempenho causa em um primeiro momento euforia e motivação, mas logo podemos perceber que depois de um curto espaço esse sentimento efêmero e o estado de espírito do empregado logo volta ao ponto anterior.

Diante disso as empresas devem pensar a melhor forma de realizar a Administração Salarial, definindo modelos de remuneração alinhados as suas estratégias e cultura organizacional desejada, pois dessa forma terão funcionários mais motivados e comprometidos, o que gerará uma sensível melhora dos índices de qualidade e produtividade, além de um clima organizacional satisfatório.

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